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Estónia
Localização geográfica:
Europa
de Leste
Outras
cidades importantes:
Kohtla-Järve, Narva, Pärnu e Tartu
Data de independência:
1991
Religião maioritária:
Luteranismo |
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Geografia
Estado da região
do Báltico, englobado, por isso, nas chamadas Repúblicas
Bálticas. A Estónia situa-se no norte da
Europa, sendo banhada a norte e a oeste pelo
Mar Báltico, com fronteiras a leste
com a Rússia e a sul com a
Letónia. Tem uma área de 45 100 km2
(que compreende o território continental mais 1 500 ilhas e
ilhéus). A capital é Tallinn.
Na geografia da
Estónia encontram-se influências da antiga cobertura glaciar,
através da linha ondulante que caracteriza o relevo estónio,
coberto por extensas florestas e lagos e rasgado por inúmeros
rios. Com um território em que a altitude média é de 50 metros,
não admira que o ponto mais alto da Estónia seja o monte Suur
Munamägi, com 318 metros.
Clima
O clima é
temperado continental, com temperaturas entre -7 oC e -5 oC em
Janeiro, enquanto em Julho a temperatura ronda 16-17 oC. A
precipitação média anual é de 650 mm.
População
A população,
composta por estónios (60%), russos (30%) e grupos minoritários
de ucranianos, finlandeses e bielorrussos, tem na indústria
(incluindo construção, transportes e comunicações) e na
agricultura as suas principais actividades. Com vastas reservas
de turfa, fosforites, calcário, dolomites, margas, argilas e
xisto betuminoso (este de importância fundamental na produção de
gás e de electricidade), as indústrias mineira e química
encontram-se bastante desenvolvidas, situação comungada pelas
indústrias dedicadas à metalurgia e ao fabrico de materiais de
construção. Quanto ao sector primário, apesar de empregar menos
de 14% da população activa, contribui em cerca de 25% para o PIB.
A exploração das terras, outrora colectivizada, está hoje em dia
nas mãos de proprietários privados, que, para além de produtos
como a batata, os cereais e os vegetais, fomentam a criação de
gado. Neste sector há a destacar também a silvicultura, uma das
mais antigas ocupações na Estónia, já que as terras florestadas
existem em grande quantidade.
População
A população era,
em 1998, de 1 421 335 habitantes, o que corresponde a uma
densidade de 31 hab./km2. Tal como sucede em muitos países
europeus, a população apresenta tendência para diminuir,
estimando-se que, em 2025, seja apenas de 1,4 milhões de
habitantes.
História
A Estónia,
habitada, pelo menos, desde o século I d. C., tem vivido grande
parte da sua história sob o domínio de outros povos e países.
Assim, os primeiros invasores foram os
Vikings, no século IX d. C., e, até à chegada dos alemães
em finais do século XII, a Estónia foi vítima de várias
incursões suecas, dinamarquesas e russas. O domínio alemão
iniciou-se em 1180, com a chegada de monges cristãos à região da
Livónia (região sul da Estónia e da
Letónia), com o propósito de espalharem a fé cristã de um
modo pacífico. Mas, a partir de 1198, esta cristianização passou
a ser feita por cruzadas, fazendo com que, em 1219, a
Alemanha já dominasse todo o país,
sendo de salientar que o norte e as ilhas no
Mar Báltico eram dominadas
conjuntamente com o reino da Dinamarca
através de uma aliança entre as duas partes (em 1343-45, a
Dinamarca vendeu as suas possessões
à Alemanha).
Já no século XVI,
mais precisamente em 1561, a Livónia passou a ser dominada pela
Lituânia (que se tinha unido com a
Polónia), enquanto que o czar russo
Ivan IV, o Terrível, conquistara, em 1558, a região de Narva, no
centro do país. Neste mesmo ano, o reino da
Suécia conquista o norte da
Estónia, estendendo o seu domínio a todo o país após expulsarem
os russos em 1581 e derrotarem os lituanos em 1629. A
Rússia, após séculos de tentativas
frustradas, consegue finalmente conquistar a Estónia. Em 1709
apodera-se da Livónia, obrigando os suecos a ceder os restantes
territórios em 1721.
No final do
século XIX, a Estónia vive um período de prosperidade graças à
política de privatização das terras praticada pela
Rússia e que favoreceu os
agricultores estónios. Esta prosperidade, porém, permitiu que a
esmagadora maioria da população investisse na sua formação
cultural, o que veio abrir as portas ao nascimento de um
espírito nacionalista. Esta conjuntura provocou um intensificar
do domínio da Rússia através do
estabelecimento definitivo do quadro político-administrativo
russo na Estónia. No entanto, a instabilidade surge com a
Revolução Russa de Janeiro de 1905,
e em 27 de Novembro nasce o Partido Nacional Liberal (PNL),
fundado por Jaan Tônisson. Mas só após a
Revolução Russa de Março de 1917 é que a Estónia assegura
a sua autonomia, sendo o seu primeiro governo nomeado pelo
Conselho Nacional da Estónia (Maapäev) a 12 de Outubro, liderado
por Konstantin Päts (um dos inspiradores do PNL), governo este
que seria substituído, um mês depois, pelos comunistas na
sequência de um golpe de Estado apoiado pela
Rússia. O mês de Fevereiro de 1918
é marcado pela invasão germânica, que provocou a fuga dos
comunistas, facto aproveitado pelo Maapäev para declarar a
independência, o que aconteceu no dia 24, declaração renovada no
dia da capitulação alemã (11 de Novembro de 1918). Contudo, a
Estónia teve de suportar uma nova invasão russa, repelida por
completo em finais de Fevereiro de 1919 graças à ajuda dos
Aliados.
Durante 20 anos,
a Estónia sobreviveu às conspirações comunistas pró-soviéticas,
mas a assinatura, em Agosto de 1939, do Pacto de Não-Agressão
entre a URSS e a Alemanha veio a
revelar-se fatídica para a independência da Estónia. A 28 de
Setembro, a URSS impôs a assinatura de um tratado de assistência
mútua cujo cumprimento serviu de pretexto à invasão soviética a
17 de Junho de 1940, sendo oficializada a entrada da Estónia na
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas a 21 de Julho desse
ano. Este estatuto só se tornou efectivo, no entanto, a 22 de
Setembro de 1944, após três anos de presença militar alemã.
O domínio
soviético sobre a Estónia, efectuado através do Partido
Comunista, pautou-se por medidas repressivas que em grande parte
descaracterizaram o país, como se constata pela presença de
estónios na população existente em 1940 (90%) em comparação com
a que é contabilizada hoje em dia (60%). A situação alterou-se
com o advento da Glasnost e da
Perestroika, políticas
implementadas por Mikhail Gorbachev
nos finais da década de 80, que permitiram o fortalecimento das
pretensões independentistas lideradas pela entretanto formada
Frente Popular. Nas eleições realizadas em Março de 1990, os
independentistas obtiveram uma estrondosa vitória, proclamando,
no dia 30 desse mês, uma fase transitória para a independência,
que seria formalmente declarada em Agosto de 1991.
A 26 de Julho de
1994, em Moscovo, a Estónia e a
Rússia firmaram um acordo de
estabelecimento de fronteiras sob a supervisão do presidente
norte-americano, Bill Clinton,
embora as disputas fronteiriças não tivessem cessado, e a 31 de
Agosto as tropas russas retiram-se do país. Apesar da
instabilidade política interna existente (o presidente Lennart
Meri recusa a composição ministerial feita pelo
primeiro-ministro Mart Laar, provocando a sua substituição pelo
ministro do Ambiente, Andres Tarand), a Estónia inicia a sua
integração no mundo ocidental, evidenciada pela participação
activa no Conselho de Cooperação do Atlântico Norte e na
Parceria para a Paz (que substituiu o
Pacto de Varsóvia no relacionamento com a
NATO). |