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Localização geográfica:
Europa Central
Outras cidades importantes: Cracóvia, Gdansk, Lódz,Poznan e Wroclaw
Data de independência:
1991
Religiões maioritárias:
Catolicismo e religião Ortodoxa
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Geografia
A República da Polónia é um dos maiores países da
Europa; tem uma
área total de 323 250 km2. É banhada, a norte, pelo
Mar Báltico,
fazendo fronteira a nordeste com a
Rússia e a
Lituânia, a este com a
Bielorrússia e a
Ucrânia, a
sul com a Eslováquia,
a sudoeste com a República Checa
e a oeste com a Alemanha.
As cidades mais importantes da Polónia são:
Varsóvia, a
capital, Lódz, Cracóvia,
Wroclaw, Gdansk
e Poznan. À
excepção da área sul, que é montanhosa, o território polaco é plano, fazendo
parte da grande planície europeia que, no período das glaciações, esteve coberta
de gelos que, ao recuarem, deixaram como testemunho inúmeros lagos e solos muito
pobres, muito pedregosos. Mais de 75% da superfície não se eleva acima de 200
metros. Os principais rios são o
Vístula e o
Óder.
Clima
Na sua globalidade, o clima da Polónia é temperado
continental, com invernos rigorosos, verões curtos e chuvosos e elevadas
amplitudes térmicas anuais. Em
Varsóvia, por exemplo, Janeiro e Fevereiro registam
médias de -3 oC e em Junho, Julho e Agosto o valor médio aproxima-se dos 20 oC,
sem contudo atingir esta temperatura. Este pormenor térmico condiciona a
cobertura vegetal, proporcionando condições para o desenvolvimento da floresta
de coníferas (de folha persistente) que cobre cerca e 28% do território. O
regime dos rios é condicionado pelo clima, aumentando muito o caudal no período
do degelo ou quando as chuvas de Verão provocam cheias. No litoral os Invernos
tornam-se mais amenos e, no interior, mais rigorosos.
Economia
O país é o terceiro produtor mundial de batata e o sexto de
hulha. A lignite extraída na bacia de Turoszów proporciona 95% da energia
consumida. Desde o início dos anos 90 que o sistema económico polaco está em
transição de uma estrutura de planeamento central para uma economia de mercado,
com a conversão de empresas públicas em privadas. Depois de uma seca em 1994, a
agricultura voltou a dinamizar-se e a fornecer produtos para exportação. A
batata e a beterraba açucareira são os produtos agrícolas mais importantes,
juntamente com o gado porcino.
População
A Polónia tem uma população de 38 606 922 habitantes, o que
corresponde a uma densidade popoulacional de 123 hab./km2. É um país com uma
taxa de natalidade relativamente moderada no contexto dos países europeus (13,
2% em 1995), facto que se traduz numa percentagem ainda razoável de população
com menos de 15 anos de idade (22,9% em 1995). O crescimento demográfico não é
muito elevado, estimando-se que, em 2025, a população da Polónia atinja os 41,5
milhões de habitantes. Etnica e linguisticamente é um povo homogéneo,
constituído por polacos e ucranianos. A língua oficial é o polaco. A maioria da
população pratica o Cristianismo.
Arte e Cultura
A Polónia tem produzido imensos artistas e intelectuais.
Frédéric Chopin
é o mais famoso compositor de música polaco. Czeslaw Milosz e Wislawa Szymborska
receberam o Prémio Nobel
da Literatura e é de destacar ainda, no nosso século, o realizador Andrzej Wajda.
História
Povoada por povos germânicos nos séculos V e VI, a Polónia
foi ocupada no século X por tribos eslavas que se instalaram nas bacias do
Óder e do
Vístula.
Mieszko I, chefe dos polanas governou o território desde 960, mas, após ter
recebido o baptismo em 966, abriu as portas ao Cristianismo na Polónia. Os
mongóis devastaram o país em 1241. Seguiram-se germânicos e judeus que aí se
refugiaram e encorajaram o povo eslavo a colonizar o país. O primeiro parlamento
conhecido na Polónia data de 1331. Com a dinastia de Jagelião (1386-1572), a
Polónia uniu-se à Lituânia e aumentou o seu poder. Com o fim desta dinastia esse
poder declinou consideravelmente.
Em meados do século XVII, a Polónia envolveu-se em guerra com
a Rússia, a Suécia e o Brandeburgo, saindo derrotada. As guerras com o Império
Otomano provocaram discórdias com a nobreza, querelas com os reis, a continuação
da existência de uma classe servil e a perseguição aos protestantes e ortodoxos
católicos gregos. Toda esta situação empenhou o país e tornou-o permeável à
interferência de outros Estados, como sejam a Áustria, a Rússia e a Prússia. Em
1793 a Rússia e a Prússia apoderaram-se de muitas áreas da Polónia. Dois anos
depois, os três países acabaram por ocupar a totalidade do território. A Polónia
desapareceu do mapa da Europa entre 1795 e 1918. Com o Congresso de Viena, em
1815, foi feita uma nova divisão territorial, e a parte russa foi reconstituída
e administrada por czares. Em 1830 e 1863 surgiram rebeliões que só levaram à
intensificação da repressão.
A Polónia voltou a ser independente em 1918 com a liderança
de Józef Pilsudski que, aproveitando a instabilidade interna da União Soviética,
avançou sobre a Lituânia e a Ucrânia. Mais tarde o Exército Vermelho obrigou a
Polónia a retirar destes territórios. Os anos que decorreram entre 1918 e 1926
foram de instabilidade, o país foi governado por 14 coligações multipartidárias.
Em Abril de 1939 o Reino Unido e a França assinaram um pacto
de ajuda militar à Polónia em caso de ataque. A invasão do país pela Alemanha, a
1 de Setembro de 1939, levou à Segunda
Guerra Mundial. A ocupação nazi conduziu à
exterminação, em campos de concentração, de 6 milhões de pessoas, das quais
metade eram judeus. Depois da guerra teve de ceder à Rússia 181 350 km2 mas
ganhou 101 000 km2 à zona ocidental alemã. Em 1947 a República do povo foi
estabelecida, a Polónia entrou para o Comecon em 1949 e passou a integrar o
Pacto de Varsóvia
em 1955. O país foi governado em regime de partido único com uma estrutura
governamental e administrativa idêntica à do modelo soviético até 1989. A
sociedade polaca nunca se adaptou muito bem à política de colectivização dos
bens de produção. Houve insurreições em 1956 que causaram 53 mortos e, em 1970,
motins a que se seguiu um aumento dos preços dos bens essenciais. Em 1976, a
visita do papa João Paulo II
ao seu país de origem, a Polónia, foi recebida com grande entusiasmo pela Igreja
Católica e fez com que a oposição ao regime subisse de tom.
Lech Walesa, um
electricista, fundou em Setembro desse ano a Confederação Nacional dos
Sindicatos da Polónia, conhecida pelo nome de Solidariedade. Registaram-se
paralisações em Gdansk que rapidamente se estenderam por outras cidades. As
pressões do movimento de Walesa aumentaram e o governo impôs a lei marcial, que
durou 18 meses, em Dezembro de 1981. O estatuto legal do Solidariedade tinha
terminado, e o seu líder estava preso.
A economia estagnou nos anos seguintes e o descontentamento
laboral que ainda se verificava em 1988 levou o chefe do governo a mudar
radicalmente de política e a voltar a sentar-se à mesma mesa com o Solidariedade,
que entretanto tinha sobrevivido na clandestinidade. Em Abril de 1989, as
negociações resultaram em reformas no sistema político que converteram a Polónia
na primeira república a dispor de um sistema parlamentar multipartidário, no
seio dos países europeus que pertenciam ao bloco soviético. Esta reestruturação
admitia oposição ao Partido Comunista (PC) e o movimento Solidariedade foi
autorizado a participar nas eleições, que resultaram em vitória, e
subsequentemente a fazer uma coligação com o PC. Desde 1991 há eleições livres e
multipartidárias.
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Último Alargamento -
2007

Trabalho no âmbito da Semana da Europa
- Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca -
Maio de 2011 |
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